Pais recebidos no Palácio de Belém

É bom que António José Seguro ouça, de viva voz, quem está a perder os seus para a ideologia de género. Que saiba quais os reais riscos da atual lei da autodeterminação de género que rende milhões a várias fileiras de gente (entre farmacêuticas, médicos, psicólogos e associações LGBT), mas que está a destruir milhares de jovens vidas.

Por Marisa Antunes

Considero-me, sem falsas modéstias, uma super-mãe. E os meus filhos, em retorno, enchem-me de mimos em gestos e palavras. Há tempos, um deles memorizou o meu número de telefone com o nome ‘Mãe Farol’ e ao lado o desenho de um farol. Fiquei babada, claro. Já lá vão uns anos, o meu ‘epíteto’ não mudou e espero que assim permaneça no telemóvel do meu filho.
Os pais e mães normais, os que amam os seus filhos, por regra, estão aqui para os apoiar e orientar na vida, na tristeza e na alegria, nos dias transparentes e cheios de Sol ou nos dias nublados e de temporal. É a base, certo?
Quando os jovens perdem essa orientação, frequentemente, perdem o rumo.
Qual é a forma mais fácil de os deixar desorientados? É afastá-los dos pais. Pois é isso precisamente que acontece a muitos miúdos que conheço que sucumbiram à doutrinação ideológica dos transativistas, alguns deles psicólogos “gratuitos” ao serviço de associações LGBT, que aconselham os jovens a afastarem-se dos pais, caso estes não aceitem a sua inesperada decisão, por mera ‘autodetermnação de género’, de se sujeitarem a mutilações irreversíveis como a castração do pénis ou a amputação dos seios. Por auto-diagnóstico feito sem relatório psiquiátrico. Porque como dizem os transativistas, estas pessoas ‘sabem quem são’. É surreal. Conheço várias histórias dessas.
Foram estas histórias, entre outras trágicas, que um grupo de pais, em representação do movimento Juventude em desTransição (JeT), que integra a organização internacional Genspect, levou ontem à Presidência da República.
É bom que António José Seguro ouça, de viva voz, quem está a perder os seus para a ideologia de género. Que saiba quais os reais riscos da atual lei da autodeterminação de género que rende milhões a várias fileiras de gente (entre farmacêuticas, médicos, psicólogos e associações LGBT), mas que está a destruir milhares de jovens vidas. Que o Presidente perceba porque deve promulgar a nova lei que não exclui, obviamente, as pessoas trans, como mente à descarada a Esquerda radical de Isabel Moreira e Paulo Muacho, e apenas pretende trazer de volta a racionalidade, reintroduzindo a avaliação psiquiátrica obrigatória. Porque não, muitos destes miúdos ‘não sabem, efetivamente, quem são’, porque estão na adolescência e é natural não se sentirem confortáveis com o próprio corpo ou já a passaram mas têm comorbilidades várias que se confundem com disforia e que é preciso escrutinar.
Os jornalistas têm ignorado os pais do Jet. Eles bateram a todas as portas e todas se fecharam. Mas os políticos estão a abri-las.
Ontem foi o Presidente da República. Em setembro, será o Parlamento. Que as suas vozes não se calem e mostrem aos portugueses a verdadeira face da pseudo ‘inclusão’ promovida pela Esquerda radical.

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