A fraude da WPATH ruiu no mundo: Por que razão o SNS português continua a obedecer-lhe?

Uma sucessão de escândalos globais expôs a verdadeira natureza desta instituição, levando o seu modelo ao colapso conceptual e ético.

Redação JeT

A insistência da WPATH (World Professional Association for Transgender Health) em apresentar as suas diretrizes como um “consenso científico” intocável deixou de ser uma tese sustentável para se tornar um absurdo perigoso. Durante anos, a organização beneficiou do estatuto de autoridade suprema sobre os cuidados de saúde para pessoas transgénero. Contudo, uma sucessão de escândalos globais expôs a verdadeira natureza desta instituição, levando o seu modelo ao colapso conceptual e ético.

A ilusão de rigor ruiu com a publicação dos WPATH Files, em que comunicações internas revelaram clínicos a admitirem, à porta fechada, que crianças e adolescentes não têm capacidade para consentir a tratamentos que causam infertilidade e disfunção sexual definitivas. Mais grave ainda: discutia-se abertamente a transição cirúrgica em doentes com psicoses e perturbações psiquiátricas graves não tratadas. A esta revelação somou-se o devastador relatório Cass Review, encomendado pelo Serviço Nacional de Saúde britânico, que concluiu que a evidência científica por trás do modelo da WPATH é “extremamente fraca” e assenta numa teia de citações circulares sem fundamentação sólida.

Como se não bastasse, documentos vindos a público em processos judiciais demonstraram que a direção da WPATH interferiu ativamente para censurar revisões sistemáticas da Universidade Johns Hopkins que contrariavam a sua agenda, ao mesmo tempo que cedia a pressões políticas para remover limites mínimos de idade para cirurgias na 8.ª edição dos seus Standards of Care. Perante a iminência de responsabilização jurídica, a WPATH adotou uma postura cobarde: alega agora em tribunal que as suas diretrizes são meras “opiniões” protegidas pela liberdade de expressão, descartando qualquer responsabilidade civil e abandonando à sua sorte os médicos que as seguiram e os doentes que as sofreram.

É perante este cenário de fraude científica que o silêncio em Portugal se torna incompreensível.

Enquanto nações europeias como o Reino Unido, a Suécia, a Finlândia e a França recuaram na aplicação do modelo de afirmação precoce e restringiram os bloqueadores de puberdade e hormónios cruzados a contextos estritos de investigação, Portugal mantém uma adesão dogmática às orientações da WPATH. O Serviço Nacional de Saúde e as suas unidades especializadas continuam a aplicar diagnósticos acelerados, ignorando frequentemente comorbilidades psiquiátricas, perturbações do espetro do autismo ou a enorme pressão social e digital a que os jovens estão expostos.

O resultado é um sistema que facilita intervenções irreversíveis em adolescentes vulneráveis. Quando o inevitável arrependimento chega, a resposta da rede de saúde portuguesa é o desamparo total: não existem protocolos para a destransição e os doentes enfrentam uma barreira de defensiva institucional, negação e incapacidade técnica para gerir as sequelas físicas e psicológicas.

A Ordem dos Médicos e as sociedades científicas portuguesas não podem continuar a fingir que não veem. 

Ao delegarem a responsabilidade ética numa entidade internacional manifestamente capturada por agendas ideológicas e hoje desacreditada, as nossas instituições falham no seu dever primordial de proteção e no cumprimento do princípio da não-maleficência. A verdade científica não se estabelece por dogmas corporativos. É hora de a medicina portuguesa recuperar a independência clínica, abandonar as diretrizes da WPATH e implementar uma revisão rigorosa baseada em evidência sólida — antes que o impacto na vida de mais jovens seja irreversível.

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