Detrans ganha processo judicial e recebe 2 milhões de dólares

“Nos próximos anos, a situação irá agravar-se à medida que mais casos forem a julgamento. O que foi feito a estas crianças é um crime contra a humanidade.”
Texto de Marisa Antunes

Um cirurgião e um psicólogo americanos foram condenados a pagar dois milhões de dólares a uma jovem detrans que aos 16 anos foi submetida a uma mastectomia que lhe extirpou os seus seios saudáveis, no âmbito da chamada medicina de género afirmativa, numa altura em que a jovem, atualmente com 22 anos, acreditava ser trans.
“O psicólogo e o cirurgião da jovem Fox Varian foram considerados culpados por um júri em Westchester, Nova Iorque, de acordo com o repórter independente Benjamin Ryan, que acompanhou o julgamento durante três semanas. Ryan sugeriu que este caso é apenas o início de uma série de processos judiciais contra pessoas que passaram por destransição e que, em última análise, este tipo de resultados pode desencorajar os médicos a aconselhar ou a realizar este tipo de cirurgia que altera a vida dos menores”, relata-se no Daily Wire.
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Escreve-se ainda que “o veredicto gerou muitas reações online”. Robby Starbuck, realizador de “The War on Children”, postou: “Nos próximos anos, a situação irá agravar-se à medida que mais casos forem a julgamento. O que foi feito a estas crianças é um crime contra a humanidade. Uma maldade imperdoável que precisa de ser erradicada da face da Terra. Nunca mais. O trauma que estas crianças carregam é de partir o coração”, referiu o cineasta.
Entre as várias reações online a esta importante vitória e que foram destacadas pelo DW, destaco ainda a de Prisha Moseley, uma jovem detrans e que também está a processar os profissionais de saúde que a incentivaram e realizaram cirurgias de mudança de sexo, sem acautelar o seu estado mental. Prisha escreveu: “Primeiro processo judicial de uma pessoa que passou por um processo de destransição a ir a julgamento GANHA 2 milhões de dólares. Que a justiça prevaleça!”
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Diz o NYP: “O júri decidiu que o psicólogo Kenneth Einhorn* e o cirurgião Simon Chin** fossem responsabilizados (…) por ignorarem os padrões de cuidados e as normas processuais ao pressionarem a menor a submeter-se a uma cirurgia permanente para tratar a disforia de género”.
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Varian recebeu uma indemnização de 1,6 milhões de dólares por danos morais passados ​​e futuros, além de 400 mil dólares para despesas médicas futuras.
Existem atualmente 28 processos judiciais a decorrer nos Estados Unidos contra médicos e psicólogos. E não só. Tenho conhecimento que também por cá já há movimentações no mesmo sentido. Como deve ser.
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** https://lnkd.in/ew9wPQBB