{"id":221,"date":"2023-03-01T11:25:13","date_gmt":"2023-03-01T11:25:13","guid":{"rendered":"https:\/\/juventudeemtransicao.pt\/?p=221"},"modified":"2024-03-18T02:22:58","modified_gmt":"2024-03-18T02:22:58","slug":"post-noticia-03","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/juventudeemtransicao.pt\/index.php\/2023\/03\/01\/post-noticia-03\/","title":{"rendered":"&#8220;Cl\u00ednica Tavistock \u2013 j\u00e1 ouviu falar? Se n\u00e3o ouviu, devia&#8221;"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"221\" class=\"elementor elementor-221\" data-elementor-post-type=\"post\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-3be9f80f elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"3be9f80f\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-41be8de8\" data-id=\"41be8de8\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-d08ca8a elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"d08ca8a\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><\/p><h4><span style=\"color: #ff0000;\">Artigo publicado no jornal P\u00fablico online<\/span><\/h4><p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-776cfded elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"776cfded\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><\/p><p class=\"wp-block-paragraph\"><span class=\"author\" style=\"color: #ff0000;\">Artigo de Opini\u00e3o de <span class=\"author\">Jo\u00e3o Miguel Tavares<\/span> publicado <\/span><time datetime=\"2022-04-21T07:00:01-04:00\" data-timestamp=\"1650538801\"><span style=\"color: #ff0000;\">em 06\/08\/22<\/span><br \/><\/time><\/p><p><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-581b6e6e elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"581b6e6e\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>H\u00e1 demasiada gente a confundir a confus\u00e3o da adolesc\u00eancia com a disforia de g\u00e9nero.<\/p>\n<p>O circuito \u00e9 este: todos os temas que atingem notoriedade no mundo anglo-sax\u00f3nico acabam adoptados pelas elites portuguesas. Ganham express\u00e3o entre os sectores mais dados ao activismo, e depois saltam para as universidades e para as p\u00e1ginas dos jornais. Mesmo sendo temas de nicho, tocam em valores fundamentais, afectam pol\u00edticas p\u00fablicas, ganham f\u00f4lego nas redes sociais e alimentam pol\u00e9micas,<br \/>como aconteceu com o caso da nomenclatura LGBTQIA+ (<a href=\"https:\/\/abclgbtqia.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/abclgbtqia.com\/<\/a>), uma derivada da ideologia de g\u00e9nero e da quest\u00e3o trans.<\/p>\n<p>N\u00e3o planeava meter-me nessa conversa. A pol\u00e9mica come\u00e7ou com um texto de Pacheco Pereira (<a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2022\/07\/09\/politica\/opiniao\/todes-nao-2013038\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.publico.pt\/2022\/07\/09\/politica\/opiniao\/todes-nao-2013038<\/a>) e amplificou-se com uma cr\u00f3nica de Ricardo Ara\u00fajo Pereira (<a href=\"https:\/\/leitor.expresso.pt\/semanario\/semanario2594\/html\/revista-e\/estranho-oficio\/a-atraccao-sexual-que-nao-ousa-dizer-o-seu-nome\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/leitor.expresso.pt\/semanario\/semanario2594\/html\/revista-e\/estranho-oficio\/a-atraccao-sexual-que-nao-ousa-dizer-o-seu-nome<\/a>), provocando a reac\u00e7\u00e3o de muita gente.<br \/><br \/>O assunto estava bem entregue aos dois Pereiras, e eu mantinha-me quietinho no meu canto, at\u00e9 ler um artigo assinado por dois psic\u00f3logos (S\u00e9rgio Carvalho e Jorge Gato), intitulado Quem tem medo das pessoas trans (<a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2022\/08\/01\/p3\/cronica\/medopessoas-trans-2015542\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.publico.pt\/2022\/08\/01\/p3\/cronica\/medopessoas-trans-2015542<\/a>), com o seguinte p\u00f3s-t\u00edtulo: \u201cCom este artigo, pretendemos esclarecer, na medida poss\u00edvel da nossa compet\u00eancia e com base na evid\u00eancia cient\u00edfica dispon\u00edvel, um conjunto de cren\u00e7as erradas e de preocupa\u00e7\u00f5es infundadas em torno das quest\u00f5es trans.\u201d<br \/>O que me chateou foi isto: ler um artigo profundamente ideol\u00f3gico a reclamar neutralidade cient\u00edfica.<\/p>\n<p>Aquilo que os autores chamam \u201csentimento anti-trans\u201d n\u00e3o \u00e9 sentimento anti-trans cois\u00edssima nenhuma, a n\u00e3o ser para meia-d\u00fazia de idiotas de relev\u00e2ncia p\u00fablica nula. Pessoas como Pacheco Pereira ou Ricardo Ara\u00fajo Pereira nunca foram homof\u00f3bicas ou transf\u00f3bicas na vida. Eles est\u00e3o preocupados com o policiamento e tortura da linguagem; eu estou ainda mais preocupado com o que est\u00e1 a acontecer a mi\u00fados confusos (em bom rigor, sobretudo a mi\u00fadas) que se atiram com excessiva facilidade, e sem o devido acompanhamento, para a adop\u00e7\u00e3o de bloqueadores de puberdade ou de tratamentos hormonais.<br \/><br \/>Este \u00e9 um problema grave \u2013 e \u00e9 aqui que entra a palavra Tavistock. No seu artigo, Carvalho e Gato afirmam que os bloqueadores de puberdade s\u00e3o \u201cinterven\u00e7\u00f5es totalmente revers\u00edveis\u201d. \u00c9 mentira. Ningu\u00e9m o pode garantir. O NHS, o servi\u00e7o de sa\u00fade brit\u00e2nico, afirma explicitamente (<a href=\"https:\/\/www.nhs.uk\/conditions\/gender-dysphoria\/treatment\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.nhs.uk\/conditions\/gender-dysphoria\/treatment\/<\/a>) que ainda n\u00e3o se sabe se tais bloqueadores \u201cafectam o desenvolvimento do c\u00e9rebro dos adolescentes e dos ossos das crian\u00e7as\u201d.<\/p>\n<p>O excesso de voluntarismo, e a facilidade com que o activismo trans passa por cima do crescimento exponencial de pedidos num grupo muito espec\u00edfico (mulheres adolescentes ou jovens adultas que desejam a transi\u00e7\u00e3o), teve este resultado em Inglaterra: o encerramento pelo NHS (<a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/news\/uk-62335665.amp\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.bbc.com\/news\/uk-62335665.amp<\/a>) da cl\u00ednica Tavistock, a \u00fanica unidade brit\u00e2nica dedicada \u00e0s quest\u00f5es da identidade de g\u00e9nero em crian\u00e7as e adolescentes, ap\u00f3s um relat\u00f3rio arrasador sobre falta de acompanhamento psicol\u00f3gico e den\u00fancias de \u201cabordagem afirmativa inquestion\u00e1vel\u201d. Ou seja: crian\u00e7as e adolescentes encaminhados para a transi\u00e7\u00e3o sem um diagn\u00f3stico s\u00e9rio de disforia de g\u00e9nero.<\/p>\n<p>A isto, S\u00e9rgio Carvalho e Jorge Gato chamam \u201cprocesso m\u00e9dico que n\u00e3o foi t\u00e3o rigoroso quanto se desejaria\u201d.<br \/>\u00c9 dif\u00edcil ter conversas s\u00e9rias sobre este tema quando quem levanta o problema leva logo com o carimbo de transf\u00f3bico na testa. S\u00f3 que o problema n\u00e3o desaparece. <br \/>Por isso, convinha que jornais como o P\u00daBLICO, que acompanham estas mat\u00e9rias, prestassem aten\u00e7\u00e3o a not\u00edcias como o encerramento da cl\u00ednica Tavistock. H\u00e1 demasiada gente a confundir a confus\u00e3o da adolesc\u00eancia com a disforia de g\u00e9nero.<br \/>Aconteceu em Inglaterra. Pode muito bem estar a acontecer em Portugal.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-78ba8399 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"78ba8399\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2022\/08\/06\/opiniao\/opiniao\/clinica-tavistock-ja-ouviu-falar-nao-ouviu-2016314\" target=\"_blank\">\n\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/juventudeemtransicao.pt\/wp-content\/uploads\/elementor\/thumbs\/17161802251556282332-128-q311trhfu3yqs4vs52eo3dcthm4q3qv15t7qzlrlko.png\" title=\"17161802251556282332-128\" alt=\"17161802251556282332-128\" loading=\"lazy\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-fcb1dbb elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"fcb1dbb\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>IR PARA ARTIGO ORIGINAL<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artigo publicado no jornal P\u00fablico online Artigo de Opini\u00e3o de Jo\u00e3o Miguel Tavares publicado em 06\/08\/22 H\u00e1 demasiada gente a confundir a confus\u00e3o da adolesc\u00eancia com a disforia de g\u00e9nero. 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